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Sobre a Sala

Publicado: Sexta, 17 de Agosto de 2018, 19h50 | Última atualização em Sexta, 17 de Agosto de 2018, 19h52 | Acessos: 586

Histórico

   Segundo Barbosa (1951), Amanajé, em tupi, significa “convocar para a guerra”. Este nome foi escolhido, pois a proposta principal da Sala Verde Amanajé é “convocar” a comunidade da região para uma proposta de relação mais harmônica com a natureza, atuando como uma mensageira desta ideia. A Sala Verde Amanajé propõe aliar o resgate da cultura mais simples do contato próximo com terra, com o alimento, com as plantas e com a saúde por meio de plantios orgânicos tradicionais e funcionais ao bom uso das novas tecnologias, enquanto instrumento de fornecimento de informações e de aproximação do homem com a natureza.

   Na Universidade Federal Rural da Amazônia- Campus Capitão Poço o primeiro curso a ser implantado foi o de Agronomia, em 2006. Anos depois, vieram os cursos de Biologia, Engenharia Florestal, Licenciatura em Computação e Sistemas de Informação, tornando o Campus interdisciplinar.

   Na região de Capitão Poço, pratica-se tanto a agricultura em pequena como em larga escala. Observa-se que a forma predominante de plantio ocorre de forma agressiva ao meio ambiente, por meio do desmatamento de grandes áreas, uso de agrotóxicos e pesticidas. Além disso, com o crescimento do espaço urbano, muitas crianças das novas gerações não estão habituadas à cultura do contato com a terra.

   Portanto, o estabelecimento de uma Sala Verde em Capitão Poço dentro de uma universidade com caráter fortemente voltado às questões ambientais, pode contribuir para o fortalecimento de uma cultura de relação cuidadosa com a terra, com o meio ambiente em geral e com a própria saúde.

   Neste contexto, a Sala Verde Amanajé está de acordo com a Lei 9.795/99, a Política Nacional de Educação Ambiental (BRASIL, 1999), que define Educação Ambiental como o conjunto de processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bens de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Por isso ela é composta por uma sala de recreação, onde são feitas oficinas de reutilização de resíduos inorgânicos.

  Além disso, possui diversas modalidades de hortas e jardins, que visam utilizar mecanismos sensoriais dos visitantes para o reconhecimento de tipos de plantas, sua forma de plantio e uso.

     Assim, a Sala Verde Amanajé integra simplicidade e tecnologia a baixo custo de forma a favorecer a interação de seus visitantes com o meio ambiente e o mundo virtual que, interligados, podem contribuir para a maior sensibilização e conservação ambiental.

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, V.J.; FAVETTA, L.R.A. A horta mandala na agroflorestal sucessional: uma aliada na restauração ambiental. Revista eletrônica do mestrado em Educação Ambiental. v. 28, 2012. p. 85-99.

BORGES, T.A.; PAIVA, S.R. Utilização do jardim sensorial como recurso didático. Revista Metáfora Educacional. 2009. p. 27-39.

CONSTANTINO, E.S.C.L. et al. Construção e utilização de uma horta medicinal eletrônica no ensino de Ciências. Revista Brasileira de Informática na Educação. V.12 (1). p. 1-13.

MATOS, M.A. et al. Projeto e construção de jardim sensorial no Jardim Botânico do IBB/UNESP, Botucatu, SP. Rev. Ciênc. Ext. v. 9 (2). 2013. p. 141-151.

SANTOS, L;L; et al. Horta medicinal escolar mandala: integração entre o conhecimento popular e o científico. Rev. Ed. Popular. V. 14 (1). 2015. p. 145-160.

THEISEN, G.R. et al. Implantação de uma horta medicinal e condimentar  para uso da comunidade escolar . REGET. v. 19 (1). 2015. p. 167-171.

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